sábado, 27 de março de 2010

ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM.



« Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas e Jesus montou nele. Muitos estenderam as capas pelo caminho; outros, ramos de verdura que tinham cortado nos campos. E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás gritavam:
Hossana!
Bendito seja o que vem em nome do Senhor!
Bendito reino do nosso pai David que está a chegar.
Hossana nas alturas!
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os doze.»


(Mc 11, 7 – 11)




quinta-feira, 25 de março de 2010

25 de Março - Dia da Anunciação do Senhor

“- … A verdade é que eu disse sim. Disse-o ao mensageiro para que transmitisse ao seu Senhor. Não pensei muito nas palavras concretas. Foram as que me saíram da alma naquele instante. Já se sabe como são estas coisas. Se te dessem tempo, comporias uma linda oração e encarregarias até um rabino ou um homem perito em letras. Mas assim, de repente, a uma pobre rapariga da aldeia como eu, ocorreu-lhe apenas utilizar a linguagem simples e vulgar a que estava habituada, sem enfeites nem convenções. Por isso disse «escrava». Eu não era «escrava». Os meus pais eram livres e tínhamos a dignidade e o desejo de liberdade que sempre caracterizaram o nosso povo, indomado entre os indomados e muito zeloso das suas tradições. Além disso, era e sou completamente contra a escravatura, por mais que algumas pessoas do meu povo tivessem escravos em casa e que outros afirmassem que sem a sua existência nada poderia funcionar do ponto de vista económico. Já disse que em minha casa nunca gostámos dessa história dos bons fins e meios maus, como nunca nos convenceu muito isso de ser um «mal menor» de que os outros costumavam falar, normalmente para justificar alguma coisa injustificável.
No entanto, no momento de expressar o meu consentimento falei na escrava. Poderá parecer uma tolice, mesmo um contra-senso, uma vez que era contra a escravatura. Mas não me arrependo, apesar de já ter passado tantos anos e de ter meditado muito sobre este assunto. Não só me saiu sem pensar, como, se agora tivesse de repetir a resposta, voltaria a dizer o mesmo.
Quero ser escrava do Senhor. Mas apenas do Senhor. Escrava d’Ele com todas as minhas forças. Ser a Sua escrava não significa não ter dignidade nem falta de liberdade, mas pôr a minha liberdade ao Seu serviço e confiar a minha dignidade ao Seu cuidado. Ele sabe cuidar de mim, muito mais que eu e, além disso, existem por aí tantos que presumem ser livres e depois são escravos do vinho ou de coisas ainda piores. Eu vivo por Ele e para Ele. É algo que escolhi. Ninguém mo impôs, como se viu, quando me pediu permissão para que o Messias pudesse nascer. Mas, baseando-me na minha liberdade, disse-Lhe: aqui me tens, sou a Tua escrava. Podes fazer de mim o que quiseres. Abandono-me a Ti. Utiliza-me para os Teus fins e apenas Te peço que sejas Tu a cuidar de mim. Sou obra das Tuas mãos e só desejo ser um espelho que reflicta a Tua glória e o Teu prestígio.
Sou a escrava do Senhor. Sou a Sua esposa. Sou a mãe do Seu filho. Mas esta é outra história, querido João, que amanhã te irei contar.”



Texto retirado da obra: O evangelho secreto da Virgem Maria, pág. 27 e 28;
Santiago Martín; Paulus editora.

domingo, 21 de março de 2010

SOBERBA

"Paixão que nos leva a sobre estimar e a procurar de modo exagerado a glória".

Gera:


· Jactância - Coloca-se a si mesmo à frente e dá-se valor por presunção…

· Afectação das novidade - ou querendo causar admiração e impressionar pelas suas atitudes audaciosas ou rebuscadas (modas, ideias, etc.)

· Hipocrisia - ou ainda, simulando a posse de certas qualidades, para parecer o que na verdade não é.

· Obstinação - Distingue-se dos outros pela teimosia do seu espírito…

· Discórdia - ou pela sua vontade de desacordo, onde os corações deviam estar unidos…

· Contenção - Impõe-se aos outros por palavras duras.

· Desobediência - manifesta-se desde a insubmissão à revolta.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Dom da Inteligência ou Entendimento

O dom da inteligência purifica o coração, e portanto, também a inteligência. São bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus (Mt 5,8). Entendamos por coração puro o contrário de coração «encurvado sobre si», sempre à espera do retorno para exaltação do próprio ego. Entendamo-lo como atitude daquele cuja mão esquerda não sabe o que faz a direita (Mt 6,3), porque o seu olhar (a sua inteligência) está voltado para fora de si. Puro de coração é aquele que não se remira no que é, no que diz ou no que faz. Está preparado para entender melhor o mistério de Deus que se revela no presente e para ver a Deus, que é a pureza total, no mundo que há-de vir.

«A lâmpada do teu corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!» (Mt 6,22-23).

O dom da Espírito Santo purifica esta lâmpada do corpo que é a inteligência. A sua doença principal é a soberba que cega (Mt 23, 16-24). Inteligência cega inverte o sentido das coisas: «Guias cegos que filtrais um mosquito e engolis um camelo!» (Mt 23,24). Inteligência purificada prepara-se para discernir o essencial, para encontrar a verdade que procura, e pode ver a Deus.
Ao dom da Inteligência a ao coração puro, está ligada a virtude da simplicidade. Para ensinar sobre a atitude verdadeira perante Deus e perante a vida, Jesus serve-se várias vezes, da metáfora das crianças: «se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino do Céu» (Mt 18,3;Mc 10,15), e dá graças ao Pai por ter escondido «estas coisas aos sábios e entendidos» e as ter revelado «aos pequeninos» (Mt 11,25; Lc 10,21). A criança é egocêntrica sem o saber. Com pouca ou nenhuma capacidade de introspecção, olha para fora de si sem intenções retorcidas. É simples. Por serem penetráveis ao amor e á graça, pode o pai do Céu revelar os mistérios do reino aos simples. Os sábios e os entendidos estão demasiado ocupados consigo mesmos; não têm disponibilidade para acolher a revelação do mistério.


Do livro: O vento sopra onde quer, Luís Rocha e Melo, S.J.
Editorial A.O.-BRAGA

segunda-feira, 15 de março de 2010

NO HORIZONTE DA TRINDADE



Permanecei no Meu amor" (Jo 15,9), insiste Jesus aos seus discípulos. Permanecer no seu amor é perseverar na observância dos seus mandamentos, como ele fez com o pai, permanecendo no seu amor. A força do Espírito torna-nos capazes de tal.

Renovando-nos a partir de dentro, o Espírito torna-nos santos, semeadores da alegria e da santidade. "Assim (pecadores) éreis alguns de vós. Mas fostes lavados, santificados e justificados em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus." (I Cor 6,11).

O Espírito, Recebido no baptismo, no Crisma e na Eucaristia, renova no Matrimónio o amor dos cônjuges e abre-os ao amor criador, sustenta os ministros da Igreja no seu serviço, restitui o perdão de Deus ao pecador arrependido, fortalece o irmão doente, cura-o por vezes, ou acompanha-o ao encontro do senhor na luta com a morte.

Os crentes são introduzidos pelo Espírito no horizonte da amor Trinitário. Por muito surpreendente que possa parecer, a Trindade tornou-se agora familiar ao homem: usamos o Seu nome e repetimos através da nossa convivência a indizível doação do Pai ao Filho, do Filho ao Pai, através do Espírito Santo.

Amar a Deus já não é amar um ser inacessível. É reconhecer e acolher tudo o que o seu amor derramou sobre o homem, até se tornar alguém como nós sem se distinguir do mais humilde e do mais pobre. è amar e Deus em Jesus que "trabalhou com mãos de homem, pensou com inteligência de homem, agiu com vontade de homem e amou com coração de homem" (GS,22).

Amar Jesus Cristo é amar o Pai no Filho, em quem se manifestou, assim como ver Jesus é ver o pai que "nos amou primeiro" (I Jo 4,19).

Amar a Deus é um receber que nos impele dar: é sentir que nós estamos no Seu coração, porque Ele quer o nosso amor, procura-o, solicita-o e convida-nos ao diálogo e à comunhão com Ele e entre nós.

Do livro: Senhor a quem iremos? ,Catecismo Católico para adultos , Edição da Gráfica de Coimbra











.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Novena em honra a São José



Oração preparatória para todos os dias:



Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena. Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas. Adoro-Vos com toda a intensidade de que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra Vossa Divina Majestade. Quero, nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso Patriarca São José, e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para atrever-me a comparecer diante de Vossa presença? Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações; mas, o que não mereço merece-o o pai nutrício de Jesus; o que não posso ele pode. Venho, portanto, com toda a confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José.


Amém!



São José, valei-nos!



Primeiro dia



Dou graças à Santíssima Trindade, Santíssimo São José, pelos muitos privilégios, méritos e virtudes com que vos enriqueceu e, principalmente, pelo grande e singularíssimo mérito a poucos concedido, de ter sido santificado no ventre de vossa mãe e confirmado em graça. Que alegria para vosso coração ver-vos livre do pecado, que é a única coisa que desagrada a Deus Filho, que vos chamava de Pai! Que graças destes à Trindade Beatífica por esse tão assinalado privilégio! Eu vos felicito com todo o meu coração, pela inocência incomparável que tivestes desde antes de nascer e pela graça a amizade particular com que o mesmo Deus vos distinguiu.
Por esse privilégio e pela grande alegria que ele vos causou, suplico-vos, ó meu querido pai, que me alcanceis de Deus, um grande ódio ao pecado, grande amor às virtudes e à minha salvação eterna. E como creio que a graça que desejo conseguir nesta novena será benéfica à minha salvação, tenho inteira confiança de que a alcançareis por vossa poderosíssima intercessão; todavia, se minha oração não for bem dirigida, endireitai-a e rogai ao boníssimo Deus por mim. Amém.



Segundo dia



Que felicidade a vossa, meu glorioso Protector, ser escolhido milagrosamente para esposo da Imaculada Maria.
Alegro-me convosco pela satisfação imensa que experimentastes, naquele dia feliz, quando associastes vossa sorte à da Mãe de Jesus Cristo. Que admiração vos teria os Santos Anjos, por serdes o sustentáculo da mãe do Verbo encarnado, e por esse mesmo motivo também protector do Filho de Deus!
Uno meus louvores aos que, nesse dia, vos dariam os Anjos do Céu e, de todo o meu coração, vos felicito por vos ter sido dada de presente a Rainha dos Anjos, e pelo zelo que se dedicou a vosso serviço. Que transbordante felicidade! Que maravilha terdes por companheira Aquela que trouxe o Filho de Deus em Seu seio sagrado!
Que felicidade terdes, para vosso consolo nas penas, a Consoladora dos aflitos, para conselheira nas dificuldades a sapientíssima Mãe de Jesus Cristo e para modelo nas virtudes, aquela que é o espelho sem mancha, da majestade divina e a imagem da bondade de Deus!
Por este favor e felicidade tão grandes peço-vos, poderosíssimo José, a amizade e a graça de Deus, e a protecção e amparo constantes de Maria Santíssima.
Interponde, ao mesmo tempo, vosso valimento com Jesus e com vossa santíssima esposa, para alcançar as graças particulares que, com esta novena, pretendo conseguir. Amém.


Terceiro dia



Que pena tão amarga devíeis ter sentido em vosso coração, José gloriosíssimo, quando em vossa humildade julgastes dever separar-vos de vossa esposa Maria!
Separar-vos de Maria, que tanto amáveis e que correspondia a vosso amor com amor puro e sincero.
Confraternizo-me convosco, por aqueles momentos de sofrimento e por essa amarga provação que o Senhor vos permitiu! Por caridade, ficastes ao lado da Mãe do Unigénito Filho de Deus. Maria vos pertenceu e amou sempre no amor de Deus. Em Seu infinito poder, Deus fez nela maravilhas de Seu Divino Amor. Fostes a maior testemunha das grandiosidades operadas em Maria. Ela é o jardim de Deus e o paraíso onde o Filho de Deus tem seu receio, e vós José, fostes o Anjo da guarda desse jardim, o depositário desse eterno tesouro.
São José, aceitai sinceras felicitações pela parte activa que Deus vos concedeu o mistério da Encarnação, e pela sujeição de Jesus e de Sua Santíssima Mãe às vossas ordens.
Por essa grande alegria e também pelos méritos da tristeza que a precedeu, suplico-vos, meu pai querido, que me alcanceis de Deus o conhecimento de Jesus Cristo e a graça de conservar uma fé tão viva em todos os seus mistérios, que esteja pronto a antes morrer que duvidar deles; alcançai-me, outrossim, a graça que, nesta novena, pretendo conseguir, se for para maior glória de Deus e bem de minha alma. Amém.


Quarto dia



Esposo castíssimo da Mãe do Unigénito Filho de Deus, uno-me a vós na tristeza que experimentastes em Belém, quando lá chegando, depois de penosa viagem, vistes vossa venerada esposa Maria e o Salvador do mundo, que ela levava em suas entranhas, desconhecidos e repelidos de todas as casas e pousadas.
Ó meu querido José, como conhecestes então que o mundo não é amigo de Cristo, e que é impossível servir juntamente dois senhores tão inimigos e contrários!
Dai-me a Jesus, que tanta alegria vos causou em Seu nascimento. As vozes dos Anjos dizendo “Paz na Terra aos homens de boa vontade” são principalmente dirigidas a vós. Aceitai meus louvores pelo muito amor que Jesus vos manifestou, escolhendo-vos para Seu pai nutrício e para seu poderoso defensor e amparo.
Permiti-me, gloriosíssimo e poderosíssimo Santo, chegar aonde vós estais, perto de Jesus, contemplar Sua santidade divina e esplendor. Pedi a Jesus que Ele me dê as graças recebidas pelos pastores e reis que foram adora-lo no presépio; pedi-Lhe, também, as graças que desejo conseguir nesta novena, se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.


Quinto dia



Que grande dor sofreste, nosso querido São José, quando vistes derramar-se o preciosíssimo sangue de Cristo na circuncisão! Por que teria, esse infante divino, de sofrer assim, poucos dias depois de ter nascido? Ah! Sendo Jesus a perfeição em pessoa, certamente que foi pelos nossos pecados, esse padecer.
São José, dai-me a conhecer o preço do sangue de Jesus, para que nunca deixe perder a menor gota; e que esse sangue, caindo abundantemente sobre minha alma, lave-me e purifique inteiramente. Permiti, São José, que, para eu conseguir graça tão importante, aproxime-me mais de vós para ouvir atento e obedecer aos ensinamentos do Divino Mestre e receber as bênçãos e graças que dele emanam e que, por bondade divina, passam por vossas sagradas mãos.
Vossas mãos sagradas amparam Jesus, o Salvador do mundo, que tira os pecados dos homens!
São José, que alegria a vossa, quando destes ao Salvador o nome de Jesus, sabendo que esse nome, a própria felicidade, é a chave que nos abre a porta do Céu!
Adorador de Cristo, consiga que ele seja para mim Jesus, isto é, meu salvador nesta vida e na eterna.
Pelo nome adorável, Jesus, peço-vos também as graças que desejo alcançar nesta novena, se forem para maior glória de Deus e para o bem de minha alma. Amém.


Sexto dia



Ó meu boníssimo São José, protector e amparo dos desvalidos! Por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição.
Confraternizo-me convosco, pacientíssimo José, pela ferida que em vosso coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicadíssimo e amorosíssimo coração.
Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderíeis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana na paixão de Cristo!
Eu, sim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.
Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, se for para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.


Sétimo dia



São José, permiti que, em espírito, eu vos acompanhe na viagem ao Egipto, para admirar vossos sacrifícios e imitar vossas virtudes. Tudo fizestes para defender a Jesus de tantos perigos, e sobretudo da morte.
Que dor tão grande foi para vosso coração amante ver sofrer a Jesus e a Maria! Quanta sede devem ter sofrido no deserto os três peregrinos santíssimos!
Peço-vos humildemente que tireis de mim a sede dos prazeres mundanos, e dai-me a fome e sede de todas as virtudes, principalmente a humildade, a paciência, a mortificação, que a minha alma deseja ardentemente possuir.
Entristeçam-me as coisas que vos entristecem, amável São José, e saiba eu alegrar-me com as que vos causam alegria.
Experimente minha alma, conservando-se na graça de Deus, a mesma alegria que experimentou vosso delicado coração, quando afinal, depois dos transtornos de uma perigosa viagem por ermos desertos, vistes Jesus a salvo e Maria vossa amantíssima esposa segura no novo lar. Assim como vos alegrastes com a queda dos ídolos do Egipto, alegra-se meu coração com a queda dos ídolos das afeições desregradas e das paixões desordenadas de modo que, em tudo e por tudo, agrade a Jesus, à Santíssima Mãe e a vós, meu amável José, que tanto gozais na glória de Deus. Alcançai-me também a graça que desejo conseguir nesta novena, se for para maior glória de Deus. Amém.


Oitavo dia



Confraternizo-me convosco, terníssimo José, por causa das privações a que vistes sujeita vossa amada família, na terra de peregrinação, e pelo mesmo desterro tão meritório, sobretudo, para a Mãe do Filho de Deus.
Uno minhas lágrimas às que derramastes, em vosso coração, pela dureza do exílio, e por tudo que faltou a vós, a Maria e a Jesus, no Egipto. Vossa família, que é a família de Deus, tão paciente, e eu me queixo de qualquer pequena e insignificante mortificação, ainda que necessária!
Ó meu querido José, pela alegria imensa que inundou vosso coração, quando Jesus, pela primeira vez, vos deu o doce nome de pai, e ela sujeição com que, pela primeira vez, vos prestou a homenagem de sua obediência, suplico-vos que me ensineis a obedecer aos meus superiores e a sofrer, com paciência e resignação, as provas que a divina Providência se dignar enviar-me, para purificar-me de meus pecados, ou para aumentar meus méritos.
Alcançai-me também, pela alegria com que voltastes do exílio para morar em Nazaré, a graça com que tanta humildade vos peço nesta novena, se não for em prejuízo de minha salvação. Amém.


Nono dia



Ó José, chamado por Jesus com o nome de pai; que dor e tormento indizível seria para vosso coração amorosíssimo ter perdido Jesus com o qual estavam todas as afeições de vossa vida! Que grande aflição sentistes por não ter encontrado o menino Jesus entre parentes e conhecidos e por ninguém ter dado notícias dele.
Onde estaria Jesus? Como poderíeis viver, se Ele era a vossa alegria de viver? Vós perdestes a Jesus, sem culpa vossa, mas eu perdi-O muitas vezes por culpa própria, por causa de minha malícia e de meus pecados.
Fazei-me conhecer a Jesus e procura-Lo com perseverança, ensina-me a obedecê-Lo, ensina-me a adorá-Lo, custe o que custar. Consiga-me a graça de que, de hoje em diante, nunca mais eu o perca pelo pecado e que se por infelicidade eu venha a perdê-Lo, nunca tenha sossego até que o encontre novamente, pela divina graça.
Peço-vos esta graça, pela alegria inefável que experimentastes achando a Jesus no templo, ensinando, como Mestre Divino, aos doutores da lei e causando-lhes encanto e admiração com Suas perguntas e respostas.
Intercedei para que eu esteja sempre em união com Jesus e sua santa Igreja. Consegui que Jesus esteja sempre em meu coração, com sua divina caridade e que, no futuro, eu possa gozar de Sua visão e amizade no céu para sempre.
Alcançai-me também, as graças que vos tenho pedido, todos os dias, durante a novena. Tenho confiança de que, tudo que vos pedi, irei receber do amor de Deus, por vosso intermédio.
De agora em diante, com a graça divina, serei divulgador d poder que o Misericordiosíssimo Deus vos concede. Amém.



Pede-se agora a graça que necessita conseguir
Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nossos, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai… em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.



Oração final para todos os dias:



Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protector São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa protecção, implorando vosso socorro e não fosse por vós consolado.
Com grande confiança, venho, à vossa presença, recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis a minha súplica, ó pai adoptivo do redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.



ANT. – José, filho de David, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.
V. Rogai por nós, José santíssimo.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos: Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos dignastes escolher o bem-aventurado esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protector, mereçamos tê-lo no Céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.





domingo, 3 de janeiro de 2010

«Brilha sobre ti a glória do Senhor»



"Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor. Vê como a noite cobre a terra e a escuridão os povos. Mas, sobre ti levanta-Se o Senhor e a sua glória te ilumina. As nações caminharão à tua luz e os reis ao esplendor da tua aurora. Olha ao redor e vê: todos se reúnem e vêm ao teu encontro; os teus filhos vão chegar de longe e as tuas filhas são trazidas nos braços. Quando o vires ficarás radiante, palpitará e dilatar-se-á o teu coração, pois a ti afluirão os tesouros do mar, a ti virão ter as riquezas das nações. Invadir-te-á uma multidão de camelos, de dromedários de Madiã e Efá. Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor". (Is 60; 1-6)


Epifania


É uma das festas mais importantes do ano cristão, e celebra a manifestação ou as manifestações de Cristo Jesus.É uma palavra grega que deriva de epi e faino (brilhar, manifestar-se). Paulo diz a Tito que «manifestou-se (epifane) a graça de Deus… aguardando a ditosa esperança e manifestação (epifaneia) da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo» (Tt 2,11.13).A celebração da Epifania teve a sua origem nas Igrejas do Oriente. No século III, aparece no Egipto – para dali passar facilmente a Jerusalém e à Síria, no século IV –, como festa celebrativa da manifestação do Senhor, entendida como seu nascimento, relacionada provavelmente com uma festa do Sol, época do ano em que a duração do dia começa já a triunfar sobre a da noite. Por isso, tem também o nome da «festa das luzes».Rapidamente, passou também a Roma e ao Ocidente, apesar de, ali, por essa mesma altura, ter surgido a festa da Natividade, do nascimento do Salvador. Parece ter havido um intercâmbio: no Ocidente, aceitou-se também a Epifania, dando-se-lhe o sentido da manifestação aos magos, como representantes dos povos pagãos; e, no Oriente, foi aceite, por sua vez, a Natividade, como a festa do nascimento, passando, então, a da Epifania, a ser sobretudo o dia baptismal.Por muitos testemunhos antigos, vê-se que a Epifania tende a condensar, numa só festividade, as várias manifestações do Senhor. Ainda hoje, a antífona do Magnificat, nas segundas Vésperas desta festa, anuncia: «Recordamos neste dia três mistérios: hoje a estrela guiou os Magos ao presépio; hoje, nas bodas de Caná, a água foi mudada em vinho; hoje, no rio Jordão, Cristo quis ser baptizado, para nos salvar». O enviado de Deus, a quem, apenas há uns dias, celebrámos como criança, manifesta-se progressivamente como Messias: aos Magos, no Jordão e no seu primeiro milagre, em Caná.Em alguns países, sobretudo se não for dia de preceito, trasladou-se esta festa para o domingo que cai entre o dia 2 e o dia 8 de Janeiro. No dia da Epifania existe também o antigo costume de proclamar, depois do Evangelho, a calenda, ou seja, o calendário das festas móveis de todo o ano, sobretudo a data da Páscoa. Cristo, o novo Sol, a Luz que vai triunfando sobre a obscuridade, dá sentido a todo o transcorrer do tempo e do ano.

Dicionário Elementar de Liturgia

De: José Aldazábal
Secretariado nacional de Liturgia

sábado, 2 de janeiro de 2010

Alegrem-se os Céus e a Terra



Alegrem-se o céu e a terra
cantemos com alegria
já nasceu o Deus Menino
filho da Virgem Maria.

Entrai, pastores, entrai
por este portal Sagrado.
Vinde adorar o menino
numas palhinhas deitado.

Em Belém à meia-noite
Meia-noite de Natal
Nasceu Jesus num presépio
Maravilha sem igual.

Ai que Menino tão Belo
Ai que tanto graça tem
Ai que tanto se parece
com a virgem Sua mãe.

Vinde todos, vinde todos
À lapinha de Belém
Adorar o Deus Menino
Que nasceu p'ra nosso bem.

Louvai céus e louvai terra
Ao divino Redentor
Que hoje quis aparecer
Em Belém por nosso amor.

Pastorinhos do deserto
todos correm para o ver
trazem mil e um presentes
para o Menino comer.

Ó meu Menino Jesus,
convosco é que eu estou bem
nada deste mundo quero
nada me parece bem.

Deus Menino já nasceu
andai ver o rei dos reis
ele é quem governa o céu
quer que vós o adoreis.

Ah, meu Menino Jesus,
que lindo amor-perfeito
se vens muito cansadinho
vem descansar em meu peito.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

OREMOS:




Ave, Estrela do Mar

Ave do mar Estrela,
De Deus Mãe bela,
Sempre Virgem, da morada
Celeste feliz entrada.

Ó tu que ouviste da boca
Do anjo a saudação;
Dá-nos paz e quietação;
E o nome de Eva troca.

As prisões a os réus desata
E a nós, cegos, alumia;
De tudo que nos maltrata
Nos livra, o bem nos granjeia.

Que os rogos do povo seu
Ouça aquele que, nascendo
Por nós, quis ser Filho teu.

Ó Virgem especiosa,
Toda cheia de ternura,
Extintos nossos pecados,
Dá-nos pureza e brandura.

Dá-nos uma vida pura,
Põe-nos em via segura,
Para que a Jesus gozemos,
E sempre nos alegremos.

A Deus Pai veneremos;
A Jesus Cristo também,
E ao Espírito Santo; demos
Aos três louvor.
Amém.

São Luís Montfort.