sábado, 27 de março de 2010

ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM.



« Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas e Jesus montou nele. Muitos estenderam as capas pelo caminho; outros, ramos de verdura que tinham cortado nos campos. E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás gritavam:
Hossana!
Bendito seja o que vem em nome do Senhor!
Bendito reino do nosso pai David que está a chegar.
Hossana nas alturas!
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os doze.»


(Mc 11, 7 – 11)




quinta-feira, 25 de março de 2010

25 de Março - Dia da Anunciação do Senhor

“- … A verdade é que eu disse sim. Disse-o ao mensageiro para que transmitisse ao seu Senhor. Não pensei muito nas palavras concretas. Foram as que me saíram da alma naquele instante. Já se sabe como são estas coisas. Se te dessem tempo, comporias uma linda oração e encarregarias até um rabino ou um homem perito em letras. Mas assim, de repente, a uma pobre rapariga da aldeia como eu, ocorreu-lhe apenas utilizar a linguagem simples e vulgar a que estava habituada, sem enfeites nem convenções. Por isso disse «escrava». Eu não era «escrava». Os meus pais eram livres e tínhamos a dignidade e o desejo de liberdade que sempre caracterizaram o nosso povo, indomado entre os indomados e muito zeloso das suas tradições. Além disso, era e sou completamente contra a escravatura, por mais que algumas pessoas do meu povo tivessem escravos em casa e que outros afirmassem que sem a sua existência nada poderia funcionar do ponto de vista económico. Já disse que em minha casa nunca gostámos dessa história dos bons fins e meios maus, como nunca nos convenceu muito isso de ser um «mal menor» de que os outros costumavam falar, normalmente para justificar alguma coisa injustificável.
No entanto, no momento de expressar o meu consentimento falei na escrava. Poderá parecer uma tolice, mesmo um contra-senso, uma vez que era contra a escravatura. Mas não me arrependo, apesar de já ter passado tantos anos e de ter meditado muito sobre este assunto. Não só me saiu sem pensar, como, se agora tivesse de repetir a resposta, voltaria a dizer o mesmo.
Quero ser escrava do Senhor. Mas apenas do Senhor. Escrava d’Ele com todas as minhas forças. Ser a Sua escrava não significa não ter dignidade nem falta de liberdade, mas pôr a minha liberdade ao Seu serviço e confiar a minha dignidade ao Seu cuidado. Ele sabe cuidar de mim, muito mais que eu e, além disso, existem por aí tantos que presumem ser livres e depois são escravos do vinho ou de coisas ainda piores. Eu vivo por Ele e para Ele. É algo que escolhi. Ninguém mo impôs, como se viu, quando me pediu permissão para que o Messias pudesse nascer. Mas, baseando-me na minha liberdade, disse-Lhe: aqui me tens, sou a Tua escrava. Podes fazer de mim o que quiseres. Abandono-me a Ti. Utiliza-me para os Teus fins e apenas Te peço que sejas Tu a cuidar de mim. Sou obra das Tuas mãos e só desejo ser um espelho que reflicta a Tua glória e o Teu prestígio.
Sou a escrava do Senhor. Sou a Sua esposa. Sou a mãe do Seu filho. Mas esta é outra história, querido João, que amanhã te irei contar.”



Texto retirado da obra: O evangelho secreto da Virgem Maria, pág. 27 e 28;
Santiago Martín; Paulus editora.

domingo, 21 de março de 2010

SOBERBA

"Paixão que nos leva a sobre estimar e a procurar de modo exagerado a glória".

Gera:


· Jactância - Coloca-se a si mesmo à frente e dá-se valor por presunção…

· Afectação das novidade - ou querendo causar admiração e impressionar pelas suas atitudes audaciosas ou rebuscadas (modas, ideias, etc.)

· Hipocrisia - ou ainda, simulando a posse de certas qualidades, para parecer o que na verdade não é.

· Obstinação - Distingue-se dos outros pela teimosia do seu espírito…

· Discórdia - ou pela sua vontade de desacordo, onde os corações deviam estar unidos…

· Contenção - Impõe-se aos outros por palavras duras.

· Desobediência - manifesta-se desde a insubmissão à revolta.

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Dom da Inteligência ou Entendimento

O dom da inteligência purifica o coração, e portanto, também a inteligência. São bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus (Mt 5,8). Entendamos por coração puro o contrário de coração «encurvado sobre si», sempre à espera do retorno para exaltação do próprio ego. Entendamo-lo como atitude daquele cuja mão esquerda não sabe o que faz a direita (Mt 6,3), porque o seu olhar (a sua inteligência) está voltado para fora de si. Puro de coração é aquele que não se remira no que é, no que diz ou no que faz. Está preparado para entender melhor o mistério de Deus que se revela no presente e para ver a Deus, que é a pureza total, no mundo que há-de vir.

«A lâmpada do teu corpo são os olhos; se os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo andará em trevas. Portanto, se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão essas trevas!» (Mt 6,22-23).

O dom da Espírito Santo purifica esta lâmpada do corpo que é a inteligência. A sua doença principal é a soberba que cega (Mt 23, 16-24). Inteligência cega inverte o sentido das coisas: «Guias cegos que filtrais um mosquito e engolis um camelo!» (Mt 23,24). Inteligência purificada prepara-se para discernir o essencial, para encontrar a verdade que procura, e pode ver a Deus.
Ao dom da Inteligência a ao coração puro, está ligada a virtude da simplicidade. Para ensinar sobre a atitude verdadeira perante Deus e perante a vida, Jesus serve-se várias vezes, da metáfora das crianças: «se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no reino do Céu» (Mt 18,3;Mc 10,15), e dá graças ao Pai por ter escondido «estas coisas aos sábios e entendidos» e as ter revelado «aos pequeninos» (Mt 11,25; Lc 10,21). A criança é egocêntrica sem o saber. Com pouca ou nenhuma capacidade de introspecção, olha para fora de si sem intenções retorcidas. É simples. Por serem penetráveis ao amor e á graça, pode o pai do Céu revelar os mistérios do reino aos simples. Os sábios e os entendidos estão demasiado ocupados consigo mesmos; não têm disponibilidade para acolher a revelação do mistério.


Do livro: O vento sopra onde quer, Luís Rocha e Melo, S.J.
Editorial A.O.-BRAGA

segunda-feira, 15 de março de 2010

NO HORIZONTE DA TRINDADE



Permanecei no Meu amor" (Jo 15,9), insiste Jesus aos seus discípulos. Permanecer no seu amor é perseverar na observância dos seus mandamentos, como ele fez com o pai, permanecendo no seu amor. A força do Espírito torna-nos capazes de tal.

Renovando-nos a partir de dentro, o Espírito torna-nos santos, semeadores da alegria e da santidade. "Assim (pecadores) éreis alguns de vós. Mas fostes lavados, santificados e justificados em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus." (I Cor 6,11).

O Espírito, Recebido no baptismo, no Crisma e na Eucaristia, renova no Matrimónio o amor dos cônjuges e abre-os ao amor criador, sustenta os ministros da Igreja no seu serviço, restitui o perdão de Deus ao pecador arrependido, fortalece o irmão doente, cura-o por vezes, ou acompanha-o ao encontro do senhor na luta com a morte.

Os crentes são introduzidos pelo Espírito no horizonte da amor Trinitário. Por muito surpreendente que possa parecer, a Trindade tornou-se agora familiar ao homem: usamos o Seu nome e repetimos através da nossa convivência a indizível doação do Pai ao Filho, do Filho ao Pai, através do Espírito Santo.

Amar a Deus já não é amar um ser inacessível. É reconhecer e acolher tudo o que o seu amor derramou sobre o homem, até se tornar alguém como nós sem se distinguir do mais humilde e do mais pobre. è amar e Deus em Jesus que "trabalhou com mãos de homem, pensou com inteligência de homem, agiu com vontade de homem e amou com coração de homem" (GS,22).

Amar Jesus Cristo é amar o Pai no Filho, em quem se manifestou, assim como ver Jesus é ver o pai que "nos amou primeiro" (I Jo 4,19).

Amar a Deus é um receber que nos impele dar: é sentir que nós estamos no Seu coração, porque Ele quer o nosso amor, procura-o, solicita-o e convida-nos ao diálogo e à comunhão com Ele e entre nós.

Do livro: Senhor a quem iremos? ,Catecismo Católico para adultos , Edição da Gráfica de Coimbra











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