segunda-feira, 15 de março de 2010

NO HORIZONTE DA TRINDADE



Permanecei no Meu amor" (Jo 15,9), insiste Jesus aos seus discípulos. Permanecer no seu amor é perseverar na observância dos seus mandamentos, como ele fez com o pai, permanecendo no seu amor. A força do Espírito torna-nos capazes de tal.

Renovando-nos a partir de dentro, o Espírito torna-nos santos, semeadores da alegria e da santidade. "Assim (pecadores) éreis alguns de vós. Mas fostes lavados, santificados e justificados em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus." (I Cor 6,11).

O Espírito, Recebido no baptismo, no Crisma e na Eucaristia, renova no Matrimónio o amor dos cônjuges e abre-os ao amor criador, sustenta os ministros da Igreja no seu serviço, restitui o perdão de Deus ao pecador arrependido, fortalece o irmão doente, cura-o por vezes, ou acompanha-o ao encontro do senhor na luta com a morte.

Os crentes são introduzidos pelo Espírito no horizonte da amor Trinitário. Por muito surpreendente que possa parecer, a Trindade tornou-se agora familiar ao homem: usamos o Seu nome e repetimos através da nossa convivência a indizível doação do Pai ao Filho, do Filho ao Pai, através do Espírito Santo.

Amar a Deus já não é amar um ser inacessível. É reconhecer e acolher tudo o que o seu amor derramou sobre o homem, até se tornar alguém como nós sem se distinguir do mais humilde e do mais pobre. è amar e Deus em Jesus que "trabalhou com mãos de homem, pensou com inteligência de homem, agiu com vontade de homem e amou com coração de homem" (GS,22).

Amar Jesus Cristo é amar o Pai no Filho, em quem se manifestou, assim como ver Jesus é ver o pai que "nos amou primeiro" (I Jo 4,19).

Amar a Deus é um receber que nos impele dar: é sentir que nós estamos no Seu coração, porque Ele quer o nosso amor, procura-o, solicita-o e convida-nos ao diálogo e à comunhão com Ele e entre nós.

Do livro: Senhor a quem iremos? ,Catecismo Católico para adultos , Edição da Gráfica de Coimbra











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